A Sala da Ina

Educação de Infância

A Sala da Ina está de volta!!!

Olá a todos!

Estou de volta à página! Fica a promessa da actualização das notícias em tempo útil e a (re)publicação de notícias anteriores, referentes às turmas mais antigas que entretanto desapareceram na mudança de endereço do blog… 

Sejam felizes,

Ina.

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Psicomotricidade e disgrafia – O movimento da escrita.

Enquanto navegava pela web, encontrei este blog sobre os contributos da psicomotricidade nas dificuldades de aprendizagem, e em especial na disgrafia. A autora do blog apresenta algumas sugestões possíveis de serem realizadas em sala de aula, que enfocam as áreas da psicomotricidade, cognição e expressão livre. Podemos também encontrar uma série de links a outros blogs também muito interessantes. Obrigado pela partilha!

http://omovimentodaescrita.blogspot.com/2010/04/sugestoes-de-actividades.html

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Modelo Reggio Emília

Jornadas Pedagógicas 2008 – Modelos Pedagógicos na Educação de Infância

Escola Superior de Educação de Lisboa

Modelo Reggio Emília
21 de Junho de 2008

A 21 de Junho perante um auditório repleto, a professora Elisa Leandro, deu a conhecer o projecto Reggio Emília.
Com origem em Villa Célia, seis anos após a 2ª guerra mundial, o projecto nasceu da determinação de algumas mães que a partir de escombros construíram uma escola, querendo também implementar uma nova pedagogia. O professor Loris Malaguzzi, também jornalista, entusiamado com a inovação que esta situação criou, seguiu a par e passo este novo projecto e com uma equipa alargada aprofundou e sistematizou o tipo de ensino que estava a surgir.

Com base no impulso natural do ser humano em querer investigar, na valorização do processo de busca e descoberta das crianças, Malagguzi fundamenta as bases do modelo pedagógico na Pedagogia da Escuta e nas Cem linguagens da criança. Integra a a arte enquanto ferramenta para o pensamento. Os educadores têm como competências básicas a sensibilidade para perceberem os sinais das crianças e as suas várias formas de linguagem ao  tentarem interpretar o mundo que as rodeia.
 A criança é encorajada a explorar o seu ambiente, organizado de forma que seja rico em possibilidades, e a expressar-se através de todas as suas “linguagens” – desenho, pintura, palavras, movimento, colagens, dramatizações, música, escultura, montagens – o que lhe possibilita inúmeras vivências simbólicas e de criatividade.
O modelo Reggio Emília, ao longo do tempo tem sofrido diversas influências e evoluções de teorias e práticas de autores como, Freinet, Dewey,Vygotsky, Erickson, Piaget, Bronfenbrenner, Howard Gardner, Shaffer, Gabriel Mugny, etc.,. Mas na sua essência permanece a teoria construída pela prática de Loris Malaguzzi “(…) incentiva o desenvolvimento intelectual das crianças dando apoio e estímulo sistemático à sua representação simbólica.” (Elisa Leandro)
Em termos de princípios preconiza-se respectivamente:

  • Observar, Registar e Tratar a informação – através da Documentação percebe-se o que se deve investir em termos de qualidade. Exige uma escuta atenta e cuidada e o acompanhamento, a par e passo, do percurso da criança. Implica o cuidado de registar e documentar todo o trabalho e eventos que acontecem por meio da escrita, de fotos e de filmagens. Essa documentação é partilhada com as crianças, pais, outros membros da escola e com a comunidade.
  • Clima de interacção – a comunicação e a relação são valorizadas como elementos essenciais para o desenvolvimento da criança. O trabalho de equipa é o eixo central que orienta todos os parceiros educativos envolvidos no processo educativo. Considera-se que, a não contribuição de alguém é uma perca para a aprendizagem de todos. A escola é um lugar de partilha entre adultos e crianças, em que ambos são construtores de saberes. Em Reggio Emília a educação é estruturada tendo por base o relacionamento e a participação.
  • Organização do tempo – o tempo, apesar de não ser regulado exaustivamente, contempla sete momentos distintos: acolhimento, planificação em grupo, actividades e projectos, intercâmbio em grupo de aprendizagens realizadas, almoço, actividades e projectos, reunião do grupo, em grande grupo.
  • Organização do espaço – o espaço é planeado pelos educadores, artista plástico, o pedagogo e arquitectos. Deverá reflectir ideias, valores e atitudes e em simultâneo facilitar a exploração e a aprendizagem cooperativa. O espaço está organizado na área de entrada/hall, reproduzindo a topologia da cidade (a Praça) , casa de banho, decorada com muitos espelhos e representações da criança, sala de actividades com mini atelier, biblioteca, atelier para trabalhar com o atelierista, arquivo, memória do centro e  armazém de materiais, espaço exterior organizado para projectos de descoberta (ex: grandes panos de cores).
  • Papel do educador – organizar um ambiente rico e estimulante; utilizar a escuta como motor e base do currículo emergente; incentivar a resolução de problemas; promover experiências e aprendizagens diversas; observar e registar os momentos e acções das crianças.
  • Atelier – deve favorecer o ambiente de pesquisa; o atelierista sugere novos materiais e novas formas de os utilizar, participa e articula activamente com os educadores e pedagogo; em simultâneo documenta e divulga projectos em curso, e estimula a reciclagem criativa, a reutilização dos materiais.
  • Papel do pedagogo – apoia e implementa a Filosofia do Projecto no sistema educativo, organiza o espaço físico com os outros membros da equipa, colabora na planificação do projecto e orienta as acções com as famílias.
  • Pais e comunidade – o envolvimento com as famílias é permanente e em todas as acções educativas, como projectos, passeios, momentos especiais e na manutenção da escola. As famílias integram o conselho da escola.
  • Abordagem metodológica – é centrada em problemas e na elaboração de projectos
  • Trabalho de Projecto – é a metodologia utilizada que integra a comunidade envolvente como dinamizadora dos projectos. Estes surgem de contextos de investigação e de experiências em grupo. No seu planeamento, elaboram-se os objectivos gerais, formulam-se várias hipóteses, em que se definem objectivos flexíveis e adaptados aos interesses e necessidades das crianças. Os educadores, atelierista e pedagogo antecipam possíveis caminhos, que são escolhidos livremente pelas crianças apoiados pelos educadores, que com eles constroem caminhos.
  • Currículo emergente – é um currículo que se constroi continuamente a partir  dos interesses e necessidades das crianças, das várias formas de descoberta dos tópicos relacionados com a vivência, ligados à experiência concreta e aos problemas colocados.
  • Planeamento e avaliação – é elaborado pelos educadores com as crianças e pelos educadores em equipa. Requer a observação e registo sistemático. São utilizados vários instrumentos e suportes de avaliação. Existem Portfolios, dos vários projectos realizados e dos que estão a ser vividos, e ainda  portfolios das  aprendizagens das crianças.

Após a visita à exposição e consulta de documentação as educadoras Cláudia Ramos e Katherine Silva apresentaram a sua prática inserida no Modelo Reggio Emília. Ambas leccionam na Obra Social Paulo VI, uma instituição construída de raiz e que fisicamente possui algumas das características das escolas Reggio-Emilianas.
As salas de trabalho estão situadas ao redor de uma Praça Central em forma de quadrado, onde se realizam as festas, as exposições. É um local de encontro em que se promove a comunicação.
Nas salas de trabalho são valorizados os aspectos artísticos como incentivo ao desenvolvimento e crescimento das crianças, de modo a que dos interesses das crianças surjam projectos dinamizadores de aprendizagens e de experiências.
No espaço de Atelier as crianças exploram com as mãos e a mente diversos materiais, aprendem a utilizar diversas técnicas de expressão e educam a sua sensibilidade estética. É uma área transversal a todas as outras áreas de trabalho, como um laboratório de expressão plástica, um espaço de prazer e aprendizagem.
O planeamento pressupõe a organização dos materiais, pensamentos e situações de aprendizagem. Está inerente, a comunicação entre crianças, educadores e famílias. A adaptação às necessidades e interesses das crianças é um critério do currículo emergente do modelo pedagógico.
Em Reggio Emília o projecto não é criado ao acaso. Resulta de uma exploração de tópicos que se revelam interessantes para conduzir o trabalho de observação e pesquisa das crianças .  Esses tópicos surgem de situações e experiências relevantes para as crianças. Um bom projecto é aquele que aguça o interesse das crianças, que está próximo da experiência delas e é rico em possibilidades que permitam variadas actividades significativas.
Com base nestes pressupostos as educadoras apresentaram um projecto desenvolvido com as suas crianças.
Em síntese: “O objectivo do projecto educacional Reggio Emília é, segundo os seus educadores criar uma criança protagonista, investigadora, capaz de descobrir os significados das novas relações e de perceber os poderes de seus pensamentos por meio da síntese de todas as linguagens: expressivas, comunicativas e cognitivas.” (Portal educacional)

Por Manuela Moreira in http://apei.no.sapo.pt/novo/jornadas/rem.html

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Pedagogia Waldorf: sem avaliação e sem chumbos

 

Rudolf Steiner criou as escolas Waldorf em 1919, na Alemanha, dando origem a uma metodologia sem avaliação de desempenho, sem repetição de anos, que respeita as competências exclusivas de cada aluno.

“Nas escolas Waldorf não existe a desonrosa avaliação do desempenho infantil ou juvenil, segundo uma notação numérica importada do mundo industrial. Na realidade, crianças em idade escolar não têm nada a desempenhar nessa fase da vida.” Raul Guerreiro, um dos primeiros professores portugueses formados segundo a pedagogia Waldorf, membro do Conselho Nacional Parental das Escolas Waldorf na Alemanha, explica que o mais importante é facilitar a descoberta da vida e remover “empecilhos” nos percursos individuais das crianças, para que assim expressem competências inatas e únicas.

A pedagogia Waldorf, criada pelo filósofo austríaco Rudolf Steiner, em 1919, na Alemanha, defende a introdução de duas línguas estrangeiras no primeiro ano escolar, a presença da arte nas salas, trabalhos manuais, valorização de experiências sensoriais, contacto com a natureza. Um método que estimula o acto de brincar e espicaça a imaginação a partir de objectos simples. Um caminho que é feito mais no campo sensorial do que cognitivo. Raul Guerreiro refere que os alunos Waldorf têm um capital de criatividade e independência que, apesar de temporariamente desfasado da escola regular, revela-se mais tarde “como precioso para a sua moderna afirmação como indivíduo livre e socialmente útil, ao longo do seu destino profissional”.

Não existe paralelismo entre a pedagogia Waldorf e o currículo oficial. “Na educação Waldorf foi abolido o escandaloso método de repetição de anos. A humilhante prática do ?chumbar’ é considerada como frontalmente contrária à condição humana, pois nenhuma biografia pode ser interrompida, em estilo colapso, a fim de se repetir a vida e remeter uma criança, tal qual um produto de segunda escolha, de volta à ?linha de produção'”, continua o responsável.

Não há um director e docentes hierarquicamente no patamar inferior. Nas escolas Waldorf há uma direcção colectiva composta por todos os professores e educadores da instituição. Habitualmente é constituído um parlamento escolar, um órgão consultivo, no qual se discutem as questões ligadas à vida da escola. É uma entidade jurídica independente. Rudolf Steiner preconizava que os professores tinham a missão de criar o ambiente mais adequado no qual a criança se educa a si própria. As palavras são suas: “O nosso dever é portanto criar o ambiente mais propício possível para que a criança possa educar-se junto a nós, da maneira que ela necessita segundo o seu destino interior”.

Raul Guerreiro fala num “fantasma opressor do moderno mundo escolar”. Num território onde, na sua opinião, as crianças são “preparadas estratégica e intelectualmente para ir mais tarde ocupar postos de trabalho”. O que não acontece na pedagogia Waldorf em que, sustenta, há um “profundo respeito pelos destinos individuais de cada família e das competências exclusivas demonstradas por cada aluno”. E os pais têm um papel activo e determinante, trabalhando com os professores para a “realização democrática de uma auto-administração”. “Via da regra, há uma participação entusiasta e total da ala familiar para o ciclo de vida Waldorf completo, de tal modo que não se coloca a questão de uma súbita desistência dos pais, ou de uma crise de adaptação forçada do aluno ao sistema de ensino regular não Waldorf”, refere.

Ao ritmo da natureza
As escolas Waldorf espalhadas pelo mundo oferecem 12 anos de escolaridade, o que não acontece em Portugal, mais um ano opcional para quem pretende concorrer ao ensino superior. “O currículo Waldorf de abrangência total orienta-se por critérios antropológico-educacionais próprios, que são um alargamento e aprofundamento radical dos anteriores conhecimentos que regiam o mundo escolar. Não se trata de qualquer currículo adaptado ou modificado a partir dos velhos esquemas tradicionais implantados por uma elite académica, ou pelos imperativos de ordem funcional ou trabalhista da actual sociedade de consumo”, sublinha Raul Guerreiro.

Neste momento, há mais de mil escolas Waldorf e perto de dois mil jardins-de-infância. Em Portugal, não chegam aos dedos de uma mão e a pedagogia alternativa começou a ser implementada em 1984. Dois jardins-de-infância em Alfragide e em Sintra, uma escola de educação especial em Seia e a Escola Livre do Algarve, no concelho de Vila do Bispo, regem-se por esta metodologia. São escolas que garantem que não são contrárias ao mundo moderno ou à tecnologia, mas que fazem questão de conhecer em detalhe “as fases correctas da psique infantil”, no sentido de uma “saudável introdução gradual das crianças às realidades dos nossos tempos”.

No jardim-de-infância São Jorge, em Alfragide, crianças dos 4 aos 6 anos, brincam com objectos poucos elaborados. Brincam livremente, brincam com pedras e conchas, por exemplo. Vinte vagas, 20 crianças. Paula Martinez, responsável pela instituição, assegura que as crianças estão na escola como se estivessem em casa. “As actividades são muito simples e não há notas”, adianta.

Os adultos proporcionam o ambiente, respeitam o ritmo de cada criança e a criatividade é um aspecto que acaba por surgir naturalmente. “Os educadores preparam o ambiente para estimular essa criatividade, para que as crianças sejam mais livres e mais criativas.” Paula Martinez garante que os mais pequenos integram-se “muito bem” quando passam para o ensino regular. “São crianças que estão muito bem com a vida e que brincam. Estão preparadas para ir para a escola e não gastaram as energias para as quais não tinham capacidade plena”, sublinha.

Respeito pelo ritmo de cada um. O processo de desenvolvimento é mais valorizado do que o processo educativo. Não há planos curriculares. A Pé de Romã – Associação para Iniciativas Waldorf, em Sintra, permeia as brincadeiras com actividades artísticas e trabalhos manuais. Dezassete crianças, dos 2 aos 6 anos, fabricam pão, praticam jardinagem, ouvem contos, manipulam marionetas. Os brinquedos são simples, feitos de materiais naturais como madeira, cortiça ou conchas. No exterior, no jardim, penduram-se cordas nas árvores, constroem-se baloiços. Os pais das crianças estão presentes nas festas de aniversário e em várias iniciativas marcadas no calendário.

“Desenvolvemos actividades mais ligadas ao ritmo da natureza ou actividades domésticas”, adianta Catarina Melo, da Pé de Romã. E os pais são chamados a participar em diversos momentos. Trabalham na horta, constroem estruturas no jardim. “Precisamos de mãos que nos ajudem.” O plano Waldorf passa por dar às crianças as verdadeiras bases para toda a vida. “Se não forem dadas no momento certo, na primeira infância, é mais difícil de serem recuperadas.” As crianças sentem dificuldades de adaptação quando passam para o 1.º ciclo? Depende da criança, do professor, da própria fase de adaptação. Uma coisa é certa, os alunos da Pedagogia Waldorf não entram no ensino primário a fazerem cálculos ou a escreverem frases inteiras. Entram “com outras ferramentas e outros recursos”. Instrumentos e competências para a vida.

In www.educare.pt:

 http://www.educare.pt/educare/Detail.aspx?contentid=7803CEABFBFE3686E0400A0AB8002553&opsel=1&schema=1CD970AB0836334EB627B1FF128684C3&channelid=1EE474ED3B3E054C8DCFD48A24FF0E1B

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Projecto “Educar para a Saúde da Criança” do Hospital Distrital de Santarém

Partilho aqui este projecto do Hospital de Santarém, que me chegou por e-mail. Mais hospitais deveriam promover este tipo de iniciativas!

 O Serviço de Pediatria do Hospital Distrital de Santarém promove diariamente, na sala de espera da Consulta Externa de Pediatria, uma sessão inserida no projecto “Educar para a Saúde da Criança”. A apresentação do projecto é da responsabilidade da educadora de infância do Serviço, sendo os temas complementados pelos profissionais de saúde envolvidos no projecto, através de um folheto informativo relativo ao tema que é distribuído aos pais ou respectivos acompanhantes. Aqui ficam algumas das informações disponibilizadas:
 
Regras de Higiene do Sono
Aos pais/encarregados de educação…
•     O horário de adormecer e de acordar deve ser mantido ao longo de toda a semana (entre 21h e 22h);
•     A rotina do adormecer deve ser simples e semelhante. A criança deve ser deitada enquanto ainda está acordada sem intervenção dos pais.
O Quarto
•     No quarto de dormir deve evitar-se a televisão e as consolas/playstation;
•     O ambiente do sono deve ser agradável, calmo e escurecido;
•     A temperatura do quarto deve estar confortável.
Brincadeiras…
•     As brincadeiras não devem ser excitantes antes de deitar (devem…ler/ouvir história, construir um puzzle…).
Alimentação à noite….
•     Evitar bebidas estimulantes depois do jantar (coca-cola, chocolate, chá);
•     Deve ser evitada a fome ao deitar;
•   Não administrar líquidos excessivos ao deitar, nem durante as horas nocturnas.
 
Sinais de Alerta…
Se o seu filho:
•     Ressona mais de três vezes por semana;
•     Respira predominantemente pela boca;
•     Fica mais de 20 segundos sem respirar, enquanto dorme;
•   Se tem pesadelos, sonambulismo ou terror nocturno mais de três vezes por mês.

Então deve conversar sobre isto com seu médico/pediatra.

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A sala da Ina!

Olá, eu sou a Ina!

Este blog pretende ser um espaço de partilha de actividades, artigos de opinião e de interesse na área da educação de infância.

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